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Desde sempre o Oriente exercita um notável fascínio sobre os ocidentais, pela cultura refinada, o amor pela disciplina e a importância de suas tradições. A cultura ocidental e cultura oriental são duas realidades aparentemente longínquas, mas que na verdade usufruíram de uma mesma linfa vital de intercâmbio. Em um complexo desenvolvimento histórico os dois mundos primeiro temeram, depois resolveram misturar seus modos de projetar o Design de uma e de outra parte, seja este gráfico, arquitetônico ou de mobiliário.

O surgimento do Design Oriental

Antes de iniciarmos esta viagem exótica é bom contextualizarmos geograficamente que Oriente é este: é um termo de referimento criado pelos europeus para tudo que estava situado ao ponto cardinal Leste, assim engloba todos os países do continente asiático, como a Asia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão, Uzbequistão), passando pela Asia Oriental (China, Japão, Coréias, Rússia, Mongólia, etc), Asia Ocidental (Emirados, Arabia Saudita, Kuwait, Israel, Síria, Turquia, etc) até o Sudeste Asiático (Birmânia, Filipinas, Singapura, Vietnã, etc).

O início deste intercâmbio na época moderna inicia com a Esposition Universelle de Paris em 1900, onde foram mostrados pela primeira vez obras e objetos dos artistas e criativos da Casa Imperial japonesa, sendo admirados pela qualidade técnica mas não pelo estilo, pois eram extremamente fora de moda. Um grupo de japoneses que estava estudando em Paris, ao saber do fato, tornou ao Japão para auxiliar a comunidade criativa, introduzindo a forma europeia de pensar o projeto. Um destes personagens foi Mataichi Fukuchi, fundador da Associação Japonesa de Design de 1901 e primeiro professor de Design da Escola de Belas Artes de Tokyo. Sua contribuição foi fundamental para os alicerces do design na Asia, quando organizou a primeira mostra japonesa de Art Nouveau em 1902, quase que em paralelo com este estilo que já estava conquistando toda Europa.

Sabendo destes fatos, em 1905 o arquiteto Frank Lloyd Wright quis conhecer esta cultura de perto e realizou sua primeira viagem à Asia, permanecendo fascinado pela Vila Imperial de Katsura em Kyoto e claro, pelas estampas que viu reproduzidas do artista Katsushika Hokusai, principalmente a “Grande Onda de Kanagawa", mais conhecida simplesmente como A Onda. De passagem à Europa, ele influenciou notadamente Charlotte Perriand, que não apenas foi viver no Japão seguindo seus passos, mas de lá trouxe toda uma serie de insights que aplicou após no seu design de mobiliário, que veremos a seguir.

A Influência da Deutsche Werkbund
e Bauhaus

Duas instituições alemãs muito importantes, a Deutsche Werkbund e a Bauhaus, impactaram o design oriental de forma muito intensa. Justamente porque ambas escolas possuíam uma filosofia e ideais estéticos muito similares aos conceitos orientais, notadamente a beleza e funcionalidade. O trabalho das duas foi um estímulo para o design de muitos países asiáticos, principalmente o Japão.

A Deutsche Werkbund, fundada em 1907 por um grupo de designers e industriais para melhorar a qualidade e o design dos artigos alemães foi o modelo ao qual os designers nascentes desta cultura começaram a olhar, a partir dos anos 20. Integrar a Arte com o Design Industrial a partir deste momento começou a ser parte integrante da cultura de projeto e que culminou, em 1928, com a fundação de Keiji Kobo, que traduzido significa laboratório da forma.

Perriand e Loewy:
os designers
pioneiros no Oriente

Charlotte Perriand, discípula e grande confidente de Le Corbusier, encantou-se pelo continente asiático a partir de 1940 a ponto de convencer-se de substituir o metal, material característico de todas as suas obras com ele, por palha, bambu e os juncos de suas regiões montanhosas. Nos anos 50 começou a estudar o modo de alimentar-se, de tomar banho, e o uso simples dos espaços e a falta de necessidade de grandes sistemas de morar asiático que já estavam tão sobrecarregados de inutilidade na Europa do boom do pós-guerra. A simplicidade funcional do design de interiores asiático a marcou profundamente, e ela tentou trazer este estilo para o Ocidente. Uma de suas tentativas foi o banheiro desestruturado do seu apartamento parisiense apresentado ao Salon des Arts Ménagers de Paris em 1952 de apenas 120 x 170 cm que deixou todos boquiabertos. Consistia em uma ducha, uma banheira, um lavabo e uma cadeira em madeira que assinalava o cerimonial típico oriental de cuidado com o corpo.

Na atualidade ainda vemos muitos projetos seus que evocam este orientalismo. Cassina, por exemplo, hoje inseriu na sua coleção peças de Perriand originais de seu longo período no continente asiático. A mesa de apoio Petalo (1951), recorda uma flor, mas também um arco-íris. É funcional, graças às múltiplas combinações das mesinhas que podem ser sobrepostas, tendo sido pensado para ambientes de uso coletivo, como universidades. Accordo (1985), se inspira a uma pedra tocada pela água e seu minimalismo

acompanha a geometria de um tapete de lã com o qual vem, aliás, proposto em venda. A cadeira Ombra Tokyo (1954) retoma a tradição dos origamis japoneses: em uma peça de compensado forma uma folha de papel que assume um plissado. A flexibilidade dos espaços da típica casa japonesa por exemplo se realiza com Plurima (1983), uma estante que pode apoiar-se no muro ou ser um elemento container, onde pode-se criar espaços vazios ou não, que evocam luzes e sombras, graças aos painéis em alumínio.

Os desafios do design chinês

Sabemos que há anos os mercados são saturados de produtos chineses de exportação, que um percentual altíssimo dos objetos de uso cotidiano é produzido neste país e que enquanto todo o resto do mundo ainda está em crise, mesmo com uma leve freada, eles continuam a crescer e consumir. Mas se eles são campeões em consumo e indústria, o que os caracteriza ainda é uma baixa taxa de criatividade e inovação a nível macro, para ser sincera. Além disso, a realização dos princípios do design ocidental está ainda em um nível muito alto de atraso: a sustentabilidade ecológica por exemplo, é um conceito quase inexistente.

Mas o obstáculo mais difícil de superar a meu ver é a mentalidade de um país que há algum tempo baseou seu desenvolvimento e a sua estrutura social sobre uma rígida regulamentação hierárquica. As empresas chinesas conservam uma estrutura muito vertical, e existe um respeito muito grande pelos executivos mais antigos, que deriva das tradições confucianas (vem do Confucionismo, um sistema filosófico chinês criado por Confúcio que além de ser uma tradição religiosa, é considerado uma filosofia, ética social, ideologia política, tradição literária e um modo de vida) antigas milhares de anos. Além disso, o Partido Comunista é uma estrutura paralela a qualquer empresa ou forma de agregação, e torna particularmente difícil para um jovem desenvolver uma idéia brilhante. Para um designer super criativo mas ainda muito jovem é quase impossível levar adiante suas novas idéias aos cargos decisionais mais altos de uma empresa e de outra parte é quase praticamente impossível criar a sua própria empresa de forma autônoma. Existem dezenas de casos que conseguiram, e estes são realmente inspiracionais, mas ainda muito poucos levando-se em consideração a população de designers deste país…

Pessoalmente creio que a visão muito restrita de seus políticos, que restringe a importação de cultura e de produtos estrangeiros - mas que permite a sua cópia indistinta - não permite as pessoas de formarem uma ideia global do que existe de novo no mundo. Podem até ter acesso virtual mas a experiência é muito limitada…e é isso que aumenta o fator criativo! O conceito chinês de desenvolvimento constringe o trabalho criativo em grupos, e isso é ótimo, mas a inovação requer também aquela individualidade, o que chamamos de a “expressão de si mesmo”, que é aquilo que joga o profissional a lutar para ter uma ideia melhor do que a outra. A coisa positiva, por outro lado, é que a cada ano mais e mais jovens chineses estudam no exterior, e isso, a meu ver, a longo período é o que vai auxiliar a China a desbancar (felizmente ou infelizmente, isso veremos) a primazia europeia e americana no saber fazer Design. Estamos preparados?

Positivamente vejo um grande desenvolvimento nos âmbitos do design gráfico, da moda e dos setores onde se requer uma base artesanal, como o tableware onde eles são inconfundíveis. O mundo da porcelana e do alto artesanato chinês tem sido uma presença constante na Maison Objet e no Fuorisalone, já há muito tempo. Isto pelo seu know-how local e pela sua maior acessibilidade às tecnologias industriais que sabem transformar produtos de massa em objetos “feitos à mão”. Um exemplo da força deste setor foi a mostra Design Shin Myeong que acaba de ser exposta na Triennale Design Museum aqui de Milão: obras belíssimas de mais de 50 artistas e designers, produzidas através de um conceito de base onde a identidade oriental encontra o gosto ocidental.

Colaborações criativas entre Oriente e Ocidente

O Ocidente deve muito ao Oriente os rígidos e radicais princípios da essencialidade, as formas simples, o uso de superfícies não decoradas, os espaços abertos e o vazio que os compõe. Todos estes valores estéticos e ao mesmo tempo filosofias do ser oriental que fizeram estrada no mundo ocidental e contaminaram toda a nossa forma de pensar Design e isto se traduz em funcionalidade, monocromia e essencialidade.

Case Hermès

A coleção “Voyage en Ikat” da maison para a casa inspirou-se no verde esmeralda, no vermelho rubi e no azul intenso, característicos dos tecidos ikat, ainda hoje fabricados e tingidos de forma artesanal em alguns países orientais. No ikat os desenhos têm os característicos contornos esfumaçados (na Asia Central a técnica é conhecida como “abra” ou “nube”) e decorações nebulosas, cheias de cores. As fantasias exóticas destes tecidos e a vivacidade cromática da seda “chiné” (interpretação europeia do ikat asiático) também inspiraram a linha inteira de porcelanas da maison, todas enriquecidas rigorosamente com motivos em ouro 44 quilates pintados à mão pelos artesãos da Hermès.

Salone del Mobile di Milano
e Fuorisalone Sarpi Bridge

Na mais recente Milan Design Week pudemos admirar as novas coleções propostas pelos designers tailandeses, japoneses, chineses e coreanos. Muitos usam os materiais típicos dos próprios países, outros são mais sensíveis a projetos ecossustentáveis, como o Japão, e outros empregam tecnologias muito avançadas, como os coreanos, obtendo resultados de forte impacto emotivo, como também acabamos de ver na Maison Objet de Setembro com “Floating Garden” projeto do studio TeamLab que você pode visualizar neste post.

Destaco este ano a Lexus que presenteou todos os nossos sentidos por meio de uma única experiência do space designer francês Philippe Nigro e do famoso Chef japonês Hajime Yoneda, junto de 12 obras candidatas ao Lexus Design Award 2015. Chamou-me atenção os designers chineses premiados no Salone Satellite, do grupo Xuberance, que projetam e estampam em 3D pequenos objetos mas também inteiros cenários. Aqui vemos por exemplo as lâmpadas similares a vaporosos volumes de tecido plissè de uma elegância e inovação formais muito interessantes. O projeto Matr de Jolene Ng & Lee Si Min que vi no Singapore Design da Trennale também era fantástico: consistia em objetos que pareciam de tecido mas na verdade eram fruto de uma única estampa. E para finalizar, na location local mais linda do Fuorisalone deste ano, o Palazzo Clerici, a simplicidade da joia Orchid de Minale Maeda, que é na verdade realizada em 3D.

O Oriente está muito forte e criativo na semana do mobiliário mundial, e em Zona Tortona existe uma parte inteira dedicada a eles. Também temos um novo distrito de design, que é o Fuorisalone Sarpi Bridge, a partir da rua mais chinesa da capital da Lombardia, que é uma espécie de nova ligação entre Ocidente e Oriente aqui em Milão.

Característico pelo uso apenas de elementos essenciais para o ambiente. Essa é a premissa do décor oriental. Nele, não há excessos e ingredientes fora de contexto, o equilíbrio e a leveza são os pontos principais. Este estilo é também marcado pelo uso de móveis baixos, peças de metais, pontos focais com cores vibrantes e estimulantes contrastando com tonalidades sutis que proporcionam aconchego. Além disso, há forte ligação entre homem e a natureza, que pode ser vista nos materiais utilizados nos móveis, buscando sempre o conceito de harmonia entre os espaços.

Sutileza e equilíbrio

O arquiteto e urbanista mestre em Conforto Ambiental, coordenador e professor do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), Lorí Crízel, explica que apesar do uso de cores fortes e elementos marcantes encontrados em diversos ambientes, contrapondo com o uso de cores mais neutras e elementos mais sutis, este estilo é marcado por não pecar em excessos e ter um sublime equilíbrio entre todos os espaços.

“Este estilo toma como principais traços a utilização dos elementos naturais: água, fogo, terra e o ar”, acrescenta a arquiteta do escritório A3 Arquitetura e coordenadora do Curso Técnico em Design de Interiores e Paisagismo do Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões (CEPDAP), Eliane Canhoto. Além do uso de elementos como a madeira em grandes planos como os decks, objetos de grande simbolismo como as velas e principalmente em sua essência possui a simplicidade e a linha horizontal como efeito alusivo à tranquilidade, plenitude e equilíbrio.

Nos ambientes, predomina o uso de materiais naturais, como o bambu, madeira, pedra e metal. “Os espaços são minimalistas e funcionais. O jardim e a iluminação natural compõem, praticamente, todos os cenários”, complementa a arquiteta, urbanista e designer de interiores, Lilian Fajardo.

Vertentes

A decoração oriental não se limita apenas ao estilo japonês ou chinês. A Índia, Egito, Turquia, Malásia e Tailândia são alguns dos países que possuem grande influência no cenário decorativo oriental. Lilian frisa que o estilo japonês está em alta na arquitetura e na decoração, dialogando também com outras culturas, como a escandinava. “Apesar de milenar, não estagnou. Pelo contrário, está sempre se reiventando, atualizando, modernizando”, pontua e explica que um dos princípios fundamentais é a total harmonia entre a filosofia tradicional e a vida contemporânea.

No décor japonês, atribui Crízel, não se encontra muitas cores artificiais ou lantejoulas e objetos brilhantes. É um design mais simples e natural. Faz uso de cores mais sóbrias como verde, cinza e tons de marrom. “Marcado por conter linhas retas, identifica-se com o design contemporâneo”, elucida o arquiteto. Já o design chinês faz o uso de acabamento laqueado, utiliza cores vibrantes e grandes painéis dobráveis.

O arquiteto Giuseppe Cafasso pontua que a decoração chinesa é mais viva, enquanto a japonesa pede cores mais claras, como lilás e o rosa claro. As cores voltam na decoração indiana, com muito vinho e verde. “O design oriental é uma mescla de todas as decorações do Ocidente.”

Nuances

O uso de cores vem também ligado à crença do povo de cada região. A utilização do vermelho, por exemplo, está ligada ao sinal de boa sorte, alegria, celebração. Além desta, Crízel cita o uso de amarelo, azul e branco, encontrado em detalhes específicos da decoração, e também tons de marrom, cinza e verde que são pontos marcantes principalmente do design japonês. “Varia de acordo com a proposta do projeto, podendo-se trabalhar com tons mais neutros assim como também tons vibrantes seguindo a linha do design.”

Eliane concorda e comenta que a coloração varia de acordo com o aspecto do estilo a ser ressaltado. “Um exemplo é o uso do branco em salas com móveis baixos. O tom neste estilo traduz paz, simplicidade e pureza, já em tons de vermelho ressaltam a força e coragem que podem ser características marcantes dos usuários.”

No entanto, a arquiteta acrescenta que a paleta é muito rica nesse estilo. “Seria uma heresia se eu deixasse de mencionar alguma. São todas da paleta universal de cores nas suas mais diversas matizes, porém como a tendência atual é a simplicidade, escolheria o branco e o azul”, aconselha.

Décor

“Na atualidade, este tipo de ambientação reflete mais do que nunca as opções religiosas e também o estilo de vida de muitas pessoas, por isso quer seja em ambientes comerciais ou residenciais o estilo oriental tem essa força, por vezes sutil e delicada, de comunicar a quem quer que seja, qual o uso e a intenção do local”, resume Eliane.

Neste sentido, aconselha que para projetar dentro deste conceito, primeiro é preciso saber aonde se quer chegar. “Se você tem como objetivo atingir o nirvana, paz budista no sentido conotativo ou não, tem-se em mente algo mais leve, menos objetos, cores mais claras. Agora se o objetivo é ousar e tornar-se marcante, então abuse do dourado, das cores fortes e dos objetos ricos em detalhes ornamentais”, indica a arquiteta.

E Crízel contribui que antes de tudo, deve-se compreender o que os elementos significam e identificar quais serão os mais apropriados a criação. Diante disso as leituras seguem com o princípio de utilizar móveis baixos, materiais naturais e seguir uma linha de design sem excessos, com pontos focais e cores vibrantes e neutras que irão compor com o todo e tornarão o ambiente sutil e agradável, remetendo à cultura do oriente.

Mobiliário

Os profissionais são unânimes em citar móveis como mesas e camas rentes ao chão, utilização de palha e bambu nas composições. Além de forte presença de materiais naturais e em muitos casos o emprego de madeira e água. “Pede mobílias mais minimalistas. As pecas são realmente necessárias e normalmente multifuncionais. São móveis baixos, almofadas com desenhos e cores vivas. Texturas como pedra, madeira e até papel são muito utilizadas”, frisa Cafasso.

Uma característica muito atual, destacada por Eliane, é a decomposição da forma em materiais de revestimentos. “Agrupados, isolados, coloridos, lapidados, surgem nas mais variadas formas e tamanhos.” E sempre com os bambus, de aspectos mais modernos e com diversas aplicabilidades: como os prensados para pisos ou painéis modulados, almofadas com estampas florais, geométricas e de tecidos brilhantes. O uso de tapetes, vasos, castiçais, garrafas, esculturas, lanternas, biombos completam a espaço.

Lilian cita itens típicos como o biombo, que funciona tanto para dividir ambientes quanto para criar privacidade. O ofurô, utilizado para banhos quentes de imersão, “é uma tradição milenar que veio para a contemporaneidade”, explica a arquiteta. Outra peça de mobiliário bastante comum é a cama futon, bem baixa, quase ao nível do chão. O colchão é confeccionado com diversas camadas de algodão, apoiado sobre um tatame em madeira. Os tecidos mais utilizados são o algodão e a seda.

Peças-chave

Há elementos muito usados em ambientes orientais. Lilian explica que a árvore e a flor de cerejeira são símbolos que representam a renovação da vida, o amor e a felicidade. As estampas, geralmente, têm flores, borboletas ou gueixas. “Por isso, muito vistos na decoração oriental, principalmente em tecidos e papéis de parede.”

O elefante também é marcante no décor. Segundo a arquiteta, ele é um animal sagrado, símbolo da estabilidade, sabedoria e persistência, principalmente para os hindus. “Em muitas residências, vê-se os elefantes como adornos, atraindo uma vibração positiva para a casa.” Já o espelho, além de ampliar o espaço, tem a função de equilibrar a energia, de acordo com o Feng Shui. A lamparina em metal e a luminária em tecido também são objetos tradicionais da decoração.

Eliane observa que as peças são as de madeira e os tecidos, são naturais e trazem os contrapontos: “madeira algo mais pesado e os tecidos que com seus movimentos trazem leveza”. E acrescenta que objetos oriundos diretamente destas regiões são muito bem vindos, como Tailândia, Japão, Índia, Indonésia. “A mescla de objetos decorativos de várias regiões, muitas vezes não só orientais, traz um apelo pessoal e muito marcante, pois sem dúvida uma pessoa que tem tais objetos em casa, possui um espírito viajante apaixonante”, finaliza.

Iraque, Israel, Japão, Egito... Eles vêm de muitos lugares. Conheça alguns dos nomes do design e da arquitetura que têm feito a constelação de profissionais do outro lado do mundo brilhar também aos olhos do Ocidente

Omer Arbel

Nascido em Jerusalém 1976, o designer e escultor hoje divide seu tempo entre as cidades de Vancouver e Berlim. Muitos dos seus lustres e pendentes foram criados para a marca canadense Bocci. Arbel é conhecido por explorar as potencialidades dos materiais, assim como do design de iluminação dos ambientes. Mas, assim como outros grandes designers, passeia por diversas áreas como da construção, design industrial, entre outras. Desde 2005 mantém o Omer Arbel Office – OAO, organizado como um estúdio colaborativo, onde encontra livre espaço para a sua abordagem conceitual.

Zaha Hadid

Nascida em Bagdá, capital do Iraque, em 1950, Zaha Hadid cursou arquitetura em Londres após concluir a formação em matemática, mostrando que áreas dominadas prioritariamente por homens não a intimidam. Em dez anos de Pritzker (o prêmio Nobel da arquitetura) foi a única

mulher a vencer sozinha. Seus projetos são reconhecidos pelo mundo todo, como o Centro Aquático de Londres para as Olimpíadas de 2012; o novo Estádio Nacional, em Tóquio (Japão), que será construído para os jogos olímpicos de 2020; o museu Maxxi, em Roma (Itália).

Para ela, a fluidez entre arte, arquitetura e engenharia funciona como uma troca entre as disciplinas, possibilitando colaborações entre profissionais de diversas áreas. Seu trabalho reúne experimentos com novos conceitos espaciais intensificando as paisagens existentes e englobando todos os campos do design. Características que se refletem nos projetos de mobília realizados por ela e sua equipe. Para ela, o fato de as peças terem execução mais rápida ajuda na inspiração da criatividade.

Oki Sato

O nome por trás do Nendo Studio busca na simplicidade ideias para criar objetos capazes de proporcionar deleite. O nome é japonês e significa “massa modelar”. Segundo Sato, a proposta é transformar a interação das pessoas com os objetos do quotidiano, por meio dos produtos idealizados por ele e sua equipe de designers. Para ele, o que tem mais valor em seu universo criativo é dar às pessoas um momento de felicidade. O objetivo é reconstruir o cotidiano, traduzindo-os em algo fácil de entender.

Nascido em Toronto, no Canadá, ele se formou em Arquitetura na Universidade Waseda, em Tóquio, e em 2002 fundou o Nendo. Três anos depois, abriu uma filial em Milão. De lá para cá, eventos como iSaloni serviram para trazer ainda mais à luz seu trabalho que engloba móveis, objetos, design de produtos e embalagens e até comida, como visto no Chocolatexture lounge, na Maison&Objet Paris desse ano.

Karim Rashid

Design de mobiliário, espaços, produto, novas tecnologias, iluminação, embalagem, moda, identidade, superfícies, entre outros trabalhos marcam a trajetória do designer egípcio, sempre com forte apelo ao atual e moderno. Enquanto parte das suas criações se caracterizam por cores planas, seus ambientes são povoados por padrões.

Rashid nasceu em 1960 no Cairo, Egito. Criado no Canadá, em 1982 se formou em Desenho Industrial pela Universidade de Carleton, em Ottawa. Aperfeiçoou seus estudos na Itália e posteriormente abriu um estúdio de design em Nova Iorque, que mantém até hoje atendendo grandes marcas.

Karimoku

A Karimoku Furniture Inc. convidou Teruhiro Yanagihara para conduzir a direção criativa de sua filha mais nova, a Karimoku New Standard em 2009. As exigências foram: coletar idéias de talentos internacionais de design e empacotá-los para Karimoku, como o nome já diz: “de novas formas”.

“Small Object” é o conceito da marca, uma frase que tem como intuito interferir no cotidiano do usuário. Para eles, é importante diferenciar onde há potencial e onde existe curta duração de tendências. A seleção dos artigos foi adaptada para personalidades com foco na individualidade. Existe flexibilidade e função dentro de diferentes estilos de vida, no entanto, não são as únicas características. Há muitas maneiras e métodos experimentais que compõem a realização do objetivo de estabelecer “new standards”, ou seja, novos padrões.

 

No setor de móveis e decoração no Brasil, desde os fornecedores da indústria até os fabricantes utilizam vários preceitos do décor oriental. Ainda que não tenham produtos específicos, suas cartelas de cores, de acabamentos, texturas, tamanhos e outros seguem tendências oriundas do Oriente.

Para Sibélia Vito Moreno, do marketing da empresa Sayerlack, o design oriental trouxe para a cultura ocidental o uso das cores, o design funcional dos móveis e a composição harmônica dos materiais utilizados, propõem ambientes com personalidade e elegância. “São referências milenares que passaram por várias releituras e ainda permanecem contemporâneas e muito utilizadas na decoração e no design de móveis no mundo todo”, avalia.

A gerente de marketing da Fórmica®, Eunice Monteiro, acredita que a colaboração do design do sol nascente foi a harmonia das misturas étnicas e culturais. “Isso abriu o leque de possibilidades dentro da decoração de um país como o Brasil onde todas as raças, tribos e credos se misturam”, completa.

“Em nossa visão, é um design rico em cores, materiais e sensações. Os ambientes inspirados na cultura oriental utilizam muita madeira nas mais diversas formas, em móveis, painéis trabalhados, treliças, etc”, considera Sibélia, que completa: “Para a Sayerlack, como uma empresa especialista em tintas e vernizes para este substrato é uma grande oportunidade de fornecer uma infinidade de acabamentos”. De acordo com Sibélia, a empresa tem várias linhas que podem ser utilizadas para compor os móveis e os ambientes com características orientais.

Opções Sayerlack com características orientais

  • As lacas são muito versáteis pela infinidade de cores, texturas e brilhos além de acompanharem o design dos móveis com excelente acabamento final.
  • A empresa disponibiliza mais de quatro mil cores por meio do sistema tintométrico, o Sayersystem, com possibilidade de desenvolvimento de cores exclusivas.
  • Os tons dourados também são grandes referências do design oriental. A indústria tem em seu portfólio uma linha de lacas metalizadas com 20 opções de cores, incluindo o dourado.
  • Os móveis de madeira com aspecto envelhecido também são valorizados e muito utilizados. A Sayerlack possui tingidores e vernizes específicos que conferem este aspecto envelhecido aos móveis.
  • O contato com ambientes mais naturais é muito valorizado na cultura japonesa, neste caso, os móveis e objetos de madeira podem receber o acabamento Naturalíssimo que proporciona a sensação da madeira natural porém com a proteção de um verniz base água. O mesmo acabamento pode ser usado nos biombos, treliças e painéis de madeira natural.
  • A impressão digital sobre madeira também é uma opção para reproduzir detalhes da cultura e do design oriental em mesas, painéis e móveis em geral com definição de altíssima qualidade.

A Fórmica® vê o design oriental como uma grande oportunidade de unir as cores desta conceituada cultura milenar, sendo representada pelas cores. Segundo Eunice, gerente de marketing, a empresa tem vários produtos que remetem a este apelo oriental, como os produtos L-101 Vermelho Cardeal, o M-955 Bambu Tajimi e o M831 Zebramo.

 

Os costumes milenares e tradicionais da cultura oriental são muito presentes no Brasil, e servem como base para ambientação de diversos espaços. Segundo a designer de interiores, Laura Santos, na cultura japonesa, por exemplo, é muito preservado o contato com ambientes mais naturais. Assim, o décor aposta na proximidade com a natureza, contrastando com a atual cosmopolita. Além disso, resume, a decoração oriental tem um estilo único, cheio de personalidade, elegância e bom gosto. Confira uma seleção que o Radar Móbile preparou e inspire-se:

Cultura Libanesa

No projeto Miguel Mikael a arquiteta Brunete Fraccaroli baseou-se no décor clássico aliado a traços da cultura libanesa e peças contemporâneas. Com 502 m², o apartamento localizado em São Paulo atende à proposta de volta ao classicismo para uma família de origem libanesa.

Para conquistar um ambiente elegante e nobre, Brunete mesclou elementos clássicos, como a madeira envelhecida em tons dourados, e contemporâneos, como o vidro e os espelhos. O toque à cultura oriental ficou por conta das cores utilizadas, além de peças de decoração que fazem referência à mesma. Na paleta, nuances claras com pontos mais escuros, com predominância do branco e do dourado – que trazem a sensação de harmonia e leveza. Já os móveis, explica a arquiteta, são uma mescla dos estilos, com a união de materiais como a madeira e o vidro.

O living proporciona dois grandes espaços de estar integrados e o destaque vai para as mesas de centro,

 

diferentes entre si, tanto em materiais quanto em estilos. A contemporânea com o design assinado pela própria arquiteta, tem seu tampo em vidro transparente com bisotês nas bordas e sua base revestida com espelhos que refletem os motivos do tapete aubusson. Já a mesa clássica tem sua estrutura em madeira envelhecida dourada e seus entalhes delicados com o tampo de vidro.

Projeto
Fazenda Palmeiras

No projeto localizado na região dos Campos Gerais, Palmeira, no Paraná, com área total de 2,5 mil alqueires e casa com 600 m², o arquiteto Luiz Maganhoto e o designer Daniel Casagrande foram designados a ampliar a área externa. Para isso, a dupla apostou no estilo marcado pela decoração contemporânea aplicada à vida no campo, com pinceladas pela etnia oriental pontuada pelos tecidos estampados e vermelhos e esculturas balinesas.

 

Os profissionais ampliaram a área externa com construção de um deck com spa, gazebo, varanda, além de redistribuição interna da sala de estar, repaginação das espécies e plantas do entorno de toda a residência. Utilizada em ocasiões especiais, a fazenda pertence a um jovem casal de empresários com uma filha pequena, que gostam de receber amigos para festas e jantares. Sendo assim, Maganhoto revela que o maior desafio foi agregar o maior número possível de pessoas no espaço do deck (área de contemplação).

A cor predominante é a terracota, que transmite aconchego e calor para os dias com temperaturas mais baixas durante o inverno, pontua Casagrande. “Mantivemos esta mesma cor das paredes externas, utilizando um mobiliário composto de fibras sintética e naturais com madeira teka.” Na mureta de pedra natural da região, destaque para a escultura executada em concreto originário de Bali.

 

Projeto
Santo Agostinho

A designer de interiores Melina Mundim apostou em imagens com representatividade mítica e espiritual, bem como em móveis e complementos típicos da cultura oriental, nos 90 m² do projeto localizado na capital mineira. “Segui essa premissa para respeitar e valorizar a história de vida da moradora”, explica. Melina acrescenta que a inspiração para o décor veio dos próprios objetos de viagem que a cliente tinha em seu acervo e que precisavam ser dispostos no espaço de forma harmoniosa.

Entre eles, a imagem de Buda em metal, que é muito usada em um ambiente oriental, o armário tailandês antigo, rico em detalhes decorativos, baús que guardam objetos e são muito usados na decoração oriental para guardar roupas delicadas e o adorno de elefante. “Na Índia, acredita-se que o animal atrai bons fluídos e funciona como um amuleto de proteção.”

A cor verde predomina e a decoradora ressalta que ela harmoniza-se muito bem com as demais cores empregada no espaço. Além disso, é uma cor que transmite tranquilidade, “algo muito respeitado na maioria dos povos orientais”.

Projeto Edícula

Com linha cosmopolita, o projeto edícula, de 57 m², assinado pelas arquitetas Luciana Olesko e Maria Fernanda Lorusso, apresenta arquitetura contemporânea com linhas retas e grandes panos de vidro. A proposta, explica Luciana, era criar um espaço para contemplar a natureza – que foi grande elemento de inspiração. “Essa inspiração esta presente como foco principal, que podemos identificar por meio dos materiais utilizados e linhas que criam uma imersão à natureza.”

O design oriental está presente nas peças de decoração, nos móveis de madeira e no clima do ambiente. “Um clima calmo com ênfase na natureza que está em seu entorno”, acrescenta Maria Fernanda. De fato, os objetos de decoração são todos baseados no design oriental, como quadro de Buda, Buda decorativo e espelhos. Alguns móveis também trazem o conceito, a exemplo do aparador em madeira teka, que é nativa da Ásia.

Na paleta, o Fendi predomina e conta com detalhes coloridos em azul royal e laranja. Segundo Maria Fernanda, as cores opostas se completam e transmitem paz, pelo azul e renovação enérgica, através do laranja. Para completar, as profissionais utilizaram iluminação direcionada para destacar os objetos de decoração.

Mostra Green House

Para criar um ambiente inspirado no Japão, o arquiteto Franklin Fioroti e seu sócio, o designer, Ricardo Tajiri, exploraram móveis versáteis em cores populares no país: o preto (impresso no sofá Cubus) e o vermelho (dos bancos Miami), e adicionaram também texturas naturais (mesa de jantar Berlin). “Optamos pelo uso dessas cores por serem marcantes, sóbrias e tradicionalmente utilizadas na decoração oriental, além de transmitirem a sensação acolhedora e sofisticada ao ambiente”, esclarece.

 

Fioroti revela que apostaram no uso de móveis funcionais, ordenados e sem excessos. E aponta que as duas principais peças que traduzem o estilo são a mesa Sedona, que representa a bandeira do Japão e a composição do banco Berlim e do banco Miami, que juntos foram uma mesa de centro fazendo a vez das tradicionais mesas de chá com uso dos foutons.

O projeto fez parte de uma mostra da loja Green House. O tema proposto pelo mentor da mostra foi ‘Volta ao Mundo’ onde os profissionais participantes poderiam escolher os países para representar. A dupla se inspirou na gastronomia oriental com o uso de louças e utensílios típicos, e nos costumes japoneses como a cerimônia do chá e o uso de objetos decorativos como origamis, luminárias de papel e outros.

Ambiente Tailandês

Para o projeto do Thai, restaurante Thailandês, o arquiteto Eduardo Petry fez uma imersão na cultura local. “Buscamos referências com historiadores, apreciadores da cultura tailandesa, consultores turísticos e elementos culinários.” O resultado aparece nas nos materiais, cores e objetos do ambiente. “Um dos proprietários passou um bom tempo na Tailândia aprendendo os segredos da culinária local. A partir desta premissa, nos foi concedido um leque de objetos originários desta experiência. Tudo foi escolhido com um único critério, ou seja, o fascínio de um ambiente oriental.”

Muita madeira, papel de parede em palha, bambus como revestimento de parede, cores fortes e outras tantas referências ao país de origem. “Algumas mesas, principalmente as mais baixas, foram desenhadas em nosso escritório seguindo as lembranças de quem lá viveu. As arandelas e as grades que, também, fazem parte da decoração, foram desenvolvidas em nosso escritório pelo designer de interiores Marlon Littig, um dos integrantes de nossa equipe.”

 

De acordo com o arquiteto, a imersão em cores e materiais permitiu uma ousadia em combinações. E revela que a inspiração para o projeto foram as aspirações dos proprietários: “um mergulho em um mundo de cores, luzes, sons e cheiros que nos remetam a outro canto do planeta”

Ambiente zen

O Restaurante Dom Veggie, adepto à culinária saudável e natural também apostou na decoração oriental, assinado pela arquiteta Rosa Dalledone. “A ligação da alimentação vegetariana com o lado zen da vida é um fato. Portanto trouxemos esse visual despojado e alegre, sintonizando a área externa com a interna para reforçar esse conceito”, pontua.

Sem nunca esquecer o lado prático e técnico que exige um restaurante, a opção foi por acabamentos que contribuíssem para personalizar a casa. No piso interno, porcelanato fosco, dando unidade para toda a área e criando uma base neutra. Para contrastar, cores e desenhos fortes foram colocados em plotagens nas paredes e rodamesas. No teto, espaços intercalados de bambú e gesso, abrigam a iluminação e segmentam o grande comprimento do salão, criando um ritmo para o espaço. “Para a área dos buffets, foram criados balcões em forma de cashemiras, gotas, evidenciando o visual oriental e dando movimento ao conjunto.”

Aos banheiros, inteiramente construídos, os revestimentos neutros dão ênfase às bancadas vermelhas e ao vidro branco. Segundo Rosa, a iluminação tem um cuidado especial, apesar do uso ser predominantemente diurno.

 

As oportunidades para conhecer mais sobre o mobiliário oriental são diversas ao longo do ano. As feiras do outro lado do globo também são locais de tendências e inovações e desvendam o design local que não impacta apenas a população local e impressiona o mundo todo. A relação de eventos onde pode ser observado o estilo oriental marcado pelo uso do essencial no espaço, com limpeza de informação visual, conforto de fibras naturais e aproveitamento de espaços integrados à natureza, tudo sem grandes excessos, são vários – veja mais informações sobre cada uma das maiores feiras asiáticas nas próximas páginas.

China

A 21ª edição da Furniture China, realizada entre 9 e 12 de setembro encerrou mais uma vez com sucesso, mesmo com a concorrência aquecida. Segundo dados preliminares, mais de 100 mil pessoas passaram pelo Shanghai New International Expo Centre (SNIEC), no centro financeiro e comercial de Pudong, distrito da cidade de Xangai.

A satisfação dos expositores ficou evidente perante o grande número de negócios concretizados. A feira conta com os eventos paralelos Office Furniture China, com móveis para escritórios, Home Furnishing China, mobiliário de decoração para casa, e Design of Designers que também fizeram sucesso. Este último, também chamado de DOD, promove o design chinês e contou com 200 profissionais de 60 empresas de design do país.

A próxima edição da maior feira de mobiliário da China está marcada no mesmo local de 8 a 11 de setembro de 2016.

Confira aqui galeria de fotos da 21ª edição da Furniture China

 

A China International Furniture Fair (Ciff) teve sua primeira edição realizada em Xangai (antes acontecia em Cantão) e cerca de três mil expositores de todo o mundo apresentaram de 8 a 12 de setembro mobiliário para decoração de interiores, escritórios, entre outros. O evento ocorreu no National Exhibition and Convention Centre (NCEC) que teve dias movimentados mesmo com a realização da Furniture China na cidade, o que fortalece Xangai como cidade referência mundial, e principalmente da Ásia, em feiras para o setor moveleiro. Com duas edições a cada ano, a primeira feira de 2016 ocorrerá em março, na cidade de Guangzhou, ainda sem data definida, enquanto a segunda ocorrerá no mesmo local em Xangai, em setembro.

Confira aqui galeria de fotos da Ciff.

De 9 a 12 de março de 2016, Xangai é palco para a Design Show Shanghai, abre novos caminhos para o design do país. A feira apresenta diversas das melhores marcas de design do mundo, sendo plataforma única para relações comerciais de longo prazo para arquitetos, designers de interiores e varejistas e compradores privados. O Centro de Exposições de Xangai é palco do evento.

 

Turquia

De 26 a 31 de janeiro será realizada a 12º da International Istanbul Furniture Fair, que contará com mais de 500 expositores que apresentarão no CNR Expo Center, em Istambul, na Turquia, mobiliário doméstico refinado e design de interiores de acordo com as tendências globais de móveis. A expectativa da Istanbul Trade Fairs, organizadora do evento, é de mais de 100 mil visitantes de 89 países.

Malásia

A Malaysian International Furniture Fair 2016 (Miff) tem data marcada para ocorrer de 1 a 5 de março de 2016. Mais de 500 expositores internacionais são esperados para apresentar seus produtos no Centro de Putra World Trade (PWTC) e no Matrade Exhibition and Convention Centre (MECC), em Kuala Lumpur. A feira é o principal palco de negócios do sudeste asiático. Um dos principais atrativos da feira é o evento paralelo Miff Furniture Design Competition (FDC) que chega à sétima edição como plataforma de design de mobiliário malaio e ponto inicial para jovens designers serem reconhecidos no setor moveleiro.

Logo em seguida, de 5 a 8 de março, também na capital Kuala Lumpur, será a vez da 12ª edição da Export Furniture Exhibition (EFE) que será realizada no Kuala Lumpur Convention Centre. Os produtos apresentados na mostra vão desde estilos contemporâneos até os mais modernos, com opções para quartos, sala de estar, escritório, infantil e móveis para áreas externas.

Singapura

A International Furniture Fair Singapore (IFFS), realizada em conjunto com a ASEAN Furniture Show e a Décor Show é considerada uma das princpais plataformas de negócios do continente asiático, com mais de três décadas de experiência. De 10 a 13 de março, o Singapore Expo contará com novidades em mobiliário para diversos espaços da casa, além de móveis infantis, escritório, áreas externas e peças decorativas.

Indonésia

A Indonesia International Furniture Expo é o principal evento da Indonésia para a indústria moveleira. Fortemente apoiada pela indústria e governo do país teve sua primeira edição em 2014 com a expectativa de que o mercado da região esteja valendo U$ 5 bilhões em cinco anos. Atraindo milhares de compradores profissionais da Indonésia, da Ásia e do mundo, a feira acontece no Jakarta Intenational Expo Kemayoran de 11 a 13 de março para profissionais do setor e no dia 14 aberta ao público em geral.

Emirados
Árabes Unidos

De 23 a 26 de maio será realizada a International Design Exhibition (Índex Dubai), feira de móveis e decoração acontece no Dubai World Trade Centre, em Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos. O evento conta com mobiliário de interiores, nacional e internacional, assim como itens para cozinha, banheiros, de iluminação, têxteis e superfícies e acabamentos. O Brasil marcou presença na última edição da feira com o projeto Brazilian Furniture. Oito empresas geraram US$ 800 mil em negócios fechados e US$ 2,2 milhões em expectativas de negócios futuros.

Em Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos, acontecerá de 14 a 18 de março a Design Days Dubai. A principal feira de design de mobiliário do Oriente Médio e sul da Ásia terá produtos exclusivos de importantes designers de todo o mundo. A feira também conta com programação forte de palestras e oficinas. A quarta edição da feira será na The Venue, ao lado do Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo, e contará com peças de trabalho moderno e contemporâneo de mais de 150 designers. Nas outras três edições houve um aumento de 40% no número de visitantes do evento que é organizado pela Dubai Art Fair LCC.

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O Projeto Conteúdo é uma iniciativa da Alternativa Editorial/Revista Móbile, especializada em comunicação para o setor moveleiro. Os temas abordados são relevantes e focados em tendências para o mobiliário, design de móveis e comportamento de consumo.

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